Vivemos em uma sociedade patriarcal que naturaliza a sobrecarga das mulheres. Por isso, resolvi trazer algumas reflexões sobre essa masculinidade disfuncional, que acaba pesando no dia a dia.
Quando um homem não faz (ou faz malfeito) alguma atividade cotidiana, é comum que a responsabilidade recaia sobre alguma mulher: a parceira, a mãe, a filhas, a irmã...
Com efeito, além de se cuidar, a mulher passa a cuidar também das responsabilidades do homem. O resultado disso é uma sobrecarga física e emocional sobre elas.
É comum homens usarem o argumento de compensação:
“Não comecei a terapia, mas, pelo menos, fui ao médico”
“Não fiz a janta, mas, pelo menos, arrumei o quarto”
“Não limpei a casa, mas, pelo menos, guardei as compras”
“Não sou bom nisso. Geralmente, é ela quem faz e ela não gosta do jeito que eu faço”
A questão é: uma coisa não anula a outra
É completamente possível se cuidar e ser um adulto funcional. Ou será que só as mulheres conseguem conciliar tudo e os homens são incapazes? Convenhamos: se um homem nunca praticar, nunca vai aprender e se desenvolver.
“Ah, mas nem todo homem é assim”
Sim, há muitos que são funcionais, mas ainda é muito mais comum que homens ocupem esse lugar. Homens precisam se responsabilizar por si mesmos e não sobrecarregar as mulheres ao seu redor.
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